resenha

[Resenha] Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas - Raphael Draccon

setembro 10, 2015

Nome: Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas #1
Autor: Raphael Draccon
Gênero: Fantasia
Editora: Leya
ISBN: 9788562936333
Ano: 2010
Páginas: 440
Classificação:      
Sinopse: Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga.
Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.
Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer...
Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real.
E mudará o mundo.

Frase Preferida: "E não há ninguém, por mais inocente que seja, que não se choque com a descoberta de que o mundo não é tão bom e puro como parecia a princípio."

Resenha:

Sempre ouvi falarem bem de Dragões de Éter e do autor Raphael Draccon. Inclusive, comprei por indicação de um amigo. Porém, enquanto eu lia, vi que algumas pessoas não gostam da forma do Draccon escrever. Então, se por acaso ouvir/ler tais comentários maldosos não se baseie neles. Aliás, é como sempre digo: não deixe de ler um livro por sua má reputação ou porque alguém falou mal. Gostos mudam e você pode perder a chance de uma ótima leitura, como foi pra mim no primeiro livro de Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas.


Eu estava ansiosa para começar a trilogia e, quando finalmente iniciei, tive um susto. Na verdade, um estranhamento. E de forma alguma digo isso criticando, pelo contrário, esse “estranhamento” foi o principal motivo de eu ter amado o livro! A minha surpresa se deu pela escrita de Draccon, diferente de tudo que já li. O narrador é onisciente, mas é quase como mais um personagem, além de ele se denominar um “contador de histórias” que realmente conversa com o leitor, transcendendo o papel e fazendo você virar mais um personagem, um amigo do narrador. É incrível! Lembrei-me de Machado de Assis, pois nos clássicos, o autor conversa com seu leitor. Entretanto, Draccon é ainda mais ousado quando imagina a reação do leitor ou quando libera as informações apenas quando necessário. Fora o humor, as metáforas e as reviravoltas. Isso só fez com que eu comesse o livro rapidamente, mas saboreando cada palavra.


"Esse personagem será importante para esta história que narro, mas ainda não será agora que trarei maiores detalhes de sua vida. Mas que diabos! - você deve querer reclamar desta história em que todas as boas informações parecem estar relegadas ao futuro. Ei! Estamos prestes a conhecer uma longa história, e qual seria a graça se tudo fosse revelado de maneira tão fria e deselegante?"

A obra reconta as histórias de nossas infâncias como Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e Peter Pan de forma mais sombria, misturando ainda com o universo de Nova Ether e trazendo personagens marcantes. De reis a ladrões, fadas a bruxas, heróis a piratas, o autor consegue te prender do início ao fim.



Eu disse que o principal motivo de ter me apaixonado pelo livro foi a escrita do autor, mas outros elementos também me conquistaram. De cara, a capa já chama atenção, linda demais! (Parabéns a Editora Leya pelo trabalho maravilhoso!) E se esse livro fosse uma pessoa seria daquelas que são lindas por dentro e por fora. Eu sempre fui fã de contos de fadas e de tudo relacionado, principalmente quando recontam de outra forma, como fez Raphael Draccon. Logo, os personagens que nos acompanharam quando crianças ganham vida novamente e, para mim, de um jeito muito melhor. Chapeuzinho Vermelho ganha um nome (pois se tinha, nunca foi revelado nos livrinhos que eu lia), João é um garoto muito esperto e importante para a história, assim como sua irmã, Maria, que é inteligente e possuidora de uma personalidade incrível. Também tem Axel, o príncipe de Arzallum. Impossível não gostar do príncipe da plebe: corajoso, bondoso, forte, fofo e de um caráter tão digno quanto um herói deve ser. E ainda é pugilista!



São tantos bons personagens que eu não poderia comentar sobre todos. O que realmente importa é saber que TODOS, sem exceção, são maravilhosos, vilão ou herói. Eu só não posso deixar de citar um meio termo entre o bem e o mal: Snail Galford. Talvez meu personagem preferido junto a Axel. Um pirata novato que tem o desejo de dar orgulho a seu falecido pai pegando a oportunidade que a vida lhe der. Trabalha para Jamil Coração-de-Crocodilo, o capitão pirata mais temido de toda Arzallum. Snail, inicialmente sem importância na trama, ganha destaque quando a guerra entre o bem e o mal é declarada e ele, um ladrão que sempre viveu nas ruas, terá a grande oportunidade que procurava. O anti-herói é daquele estilo que te surpreende e te ganha com seu humor e nas suas atitudes, mesmo sendo de caráter duvidoso.


"Se um dia tiver uma real oportunidade, e achar que aquela é a única de sua vida, agarre-a com unhas e dentes."

Pesquisando um pouco, a título de curiosidade, uma pergunta que muitos devem fazer, assim como eu fiz: por que “Dragões de Éter”? Afinal, a história não é exatamente sobre dragões... O nome tem a seguinte definição: ““Dragões” são o símbolo máximo da fantasia. “Éter” é a quinta-essência, o elemento presente em todo universo, o que nos liga ao sonho.” Logo, Dragões de Éter é uma metáfora para “uma fantasia que você alcança através de seus sonhos”. Todo o mundo descrito no livro é feito pelos sonhos e pensamentos de semideuses, que somos nós. Então, toda Nova Ether sempre existirá se estiver viva em nossas mentes.


Mapa de Nova Ether

Se eu ainda não convenci você a ler a trilogia com todos os elogios sinceros que fiz durante a resenha, vou apelar! O autor tem as incríveis influências de Senhor dos Anéis, Final Fantasy e Caverna do Dragão. Além de fazer várias referências da cultura pop, como as estrelas Cobain (que se apaga inexplicavelmente no auge de seu brilho) e a romântica Blake. E nesta sexta reimpressão, Caçadores de Bruxas ainda traz um conto extra no final que é de arrebentar a boca do balão.

Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas é uma obra épica que te emociona, te faz rir e te encanta a cada palavra. Louca por inteiro para iniciar Corações de Neve logo, pois estou intrigada com a frase do autor “A cada volume, os personagens antes inocentes se tornam mais densos, passam por provações mais duras e descobrem como a dor amadurece mais rápido o espírito humano.” Quais serão as provações?!


Sobre o autor: Raphael Draccon é roteirista profissional e autor de literatura fantástica contemporânea, ficção de horror e romances sobrenaturais. É o autor mais jovem a assinar com os braços nacionais de duas das maiores holdings editoriais do mundo, e roteirista premiado pela American Screenwriter Association.

(Deu ou não deu um orgulho de ser brasileiro(a)?) #LeiaUmNacional

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